
Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) revela que 17,5% da população adulta mundial enfrenta a infertilidade. Isso equivale a uma em cada seis pessoas. Os dados mostram pouca diferença entre países de alta e baixa renda.
De acordo com a OMS, a ausência de cuidados adequados em diversas Regiões e os altos custos dos tratamentos são obstáculos para quem busca soluções. A condição também pode afetar o bem-estar mental e psicossocial dos impactados.
A infertilidade é uma condição que impede a pessoa de gerar filhos. Embora a gravidade do problema varie de caso para caso, é possível tratá-lo em algumas situações, com a orientação médica adequada.
DIAGNÓSTICO
Quando um casal não consegue alcançar a gravidez após um ano de tentativas sem proteção, isso pode indicar um caso de infertilidade. Existem vários exames de fertilidade masculina que os médicos utilizam para confirmar o diagnóstico, como:
Espermograma
Esse exame analisa a quantidade e a qualidade dos espermatozoides, avaliando aspectos como o volume, a concentração e a mobilidade. O laudo normalmente fica pronto em até 48h.
Ultrassonografia escrotal
Esse exame de imagem permite verificar problemas em estruturas que armazenam o sêmen, como as vesículas seminais e os ductos ejaculatórios. Além disso, o procedimento também pode detectar outras doenças, com o resultado disponível em cerca de 30 minutos.
Exame de sangue para avaliar os hormônios
Esse exame avalia os níveis de hormônios relacionados à saúde masculina, como testosterona, folículo-estimulante (FSH) e luteinizante (LH).
Testes de função do esperma
Complementar ao espermograma, esse exame simula o trajeto do sêmen até o óvulo. Verificando assim, possíveis danos e a presença de substâncias que podem interferir na fertilidade.
Principais causas para a infertilidade em homens
Diversas condições podem afetar a fertilidade masculina. Problemas anatômicos, como a criptorquidia (quando o testículo não desce para a bolsa escrotal) e a varicocele (inchaço das veias do testículo), são comuns e tratáveis.
Infecções que afetam os testículos, como caxumba e orquite, bem como infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) como gonorreia e HIV, também podem causar impactos negativos na qualidade dos espermatozoides.
Alterações hormonais podem comprometer aspectos como a ejaculação, os níveis de testosterona e a quantidade de esperma. A tireoide e as glândulas suprarrenais são exemplos de órgãos que podem afetar esses processos.
Além disso, condições relacionadas ao desempenho sexual, como disfunção erétil e ejaculação precoce, também podem contribuir para a infertilidade. Outros fatores incluem câncer, uso de drogas, tabagismo, obesidade e uso de certos medicamentos.
Quais são os tratamentos indicados para tratar a condição?
Os tratamentos para infertilidade masculina variam conforme a causa do problema. Quando há alterações anatômicas, procedimentos cirúrgicos podem corrigir o sistema reprodutor. Distúrbios hormonais podem ser tratados com terapias que restauram a produção normal de hormônios. Um exemplo disso é o TRT (Tratamento de reposição de testosterona), indicado para casos de níveis baixos dessa substância.
Quando a infertilidade é causada por IST’s ou infecções, tratar a condição original costuma resolver o problema de fertilidade. Em casos mais complexos, a reprodução assistida pode ser necessária. Quando a infertilidade é irreversível, a fertilização in vitro pode ser uma opção para casais que desejam ter filhos.
Além disso, os avanços recentes em tecnologias de reprodução assistida, incluindo o uso de inteligência artificial, têm aberto novas possibilidades no tratamento da infertilidade masculina. Para quem suspeita dessa condição, é importante estar atento aos sinais e consultar um profissional especializado, se necessário.